Agora não anda a ser uma boa fase e hoje não está a ser um bom dia…
Há fases assim, em que absolutamente nada faz sentido!
Perderam-se as referências, os modelas e as crenças!
Perderam-se as poucas confianças que ainda existiam e ganham-se novas lutas… Lutas para esquecer o passado antigo, lutas para esquecer o passado recente, lutas para parar de lutar… Afinal de contas, qualquer guerreiro se cansa, até mesmo aquele que gosta de lutar!
Eu sempre lutei para ter o que queria e sempre assumi que gostava de uma boa luta, fosse no que, por quem ou pelo que fosse, mas confesso que há dias em que também eu baixo os braços…
Principalmente agora, que o mundo me parece todo tão vazio de tudo… No fundo, talvez seja porque “o Ser Humano é um ser de Crenças”… E eu não as tenho: perdia-as, tiraram-mas, larguei-as ou simplesmente rejeitei-as…
Mas “esta fase passa… Passou sempre…”
*Tal como as pessoas da minha vida.
terça-feira, 15 de julho de 2008
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Explicação
Há pouco coloquei um post que ficou simplesmente enoooooooorme, tipo o rabão da Trambolhinho, mas sem ser redondinho, pelo que decidi dividir os textos por histórias, ou seja, os próximos posts começam pelo n.º 1... Eheheh
História 3 - Agora chegou a vez da Carris...
Não sei bem como, mas a minha terceira viagem do dia não me reservou nenhuma história... No entanto, hoje à hora de almoço tive outra, graças ao facto de costumar andar sempre a rir! Eu juro que estava a olhar para uma senhora já de idade com um rabo enoooorme e super redondinha, que se encontrava em várias lutas ao mesmo tempo - o que, com aquela idade, não deve ser fácil para aquele Trambolhinho - ela tentava segurar-se no banco e no "corrimão", segurar a mala, um saco e a bengala, tudo ao mesmo tempo enquanto se tentava sentar (nota da editora: conseguir encaixar aquele rabão num dos bancos apertados - palmas para o designer que colocou o "apoia braços" - da Carris)... Hoje eu vi algo inédito! Uma bola humana a fazer surf numa camioneta, com direito a caretas hilariantes, isto enquanto não me virou a peida... Com tanta coisa boa, eu só me podia estar a rir! Mas eis senão quando, mais ou menos na mesma direcção, vejo um verdadeiro Don Juan de 60/70 anos a olhar para mim e a sorrir dirigindo-se depois na minha direcção e colocando-se exactamente à minha frente! Eu não fui de modas e fiz-lhe o meu olhar n.º 61 "Vai encarar?"... Eu só sei que fiquei com uma curiosidade enorme em ler o Metro de hoje! É que ele olhava para as páginas onde estão as programações da televisão e ficava cada vez mais vermelho e esbugalhava os olhos e fazia outras caretas e ria-se... Isto depois de olhar para mim (não digo para onde! :$)... Moral da história? O avô perdeu a camioneta! É que quando sai, ele veio atrás de mim, provavelmente por impulso! O que eu percebi e então quando a camioneta começou a andar, olhei para trás... E lá estava o senhor a correr atrás dela e a terminar a actuação com os braços no ar e a mandar um "pontapé" na paragem... Será que ele não vai chegar a tempo de ver o Preço Certo? Que pena...
História 2 - Agora chegou a vez da Carris...
Há hora de almoço, vi-a ao longe e desatei a correr avenida acima (daquelas mesmo à Lisboa - grandes e cheia de pedras da calçada desniveladas)! O motorista foi um simpático, um verdadeiro amor, e ainda teve alguns segundos à minha espera na paragem (foi um amor porque eu não lhe tinha pedido para parar! Ele deve ter-me visto a correr e pensou que existiria uma grande probabilidade de eu correr para a paragem seguinte)... Entrei esbaforida e apenas consegui dizer, no meio de muitas inspirações/expirações ofegantes e quase sumidas e já meio zonza, "mui-to-o-bri-ga-daaaaaaaa"... Algumas paragens depois tive a bela ideia de perguntar a um velhote surdo qual era o número da camioneta! Foi lindo! Assisti ainda a um belo carocho a declarar-se à "Maria", "aquele ser de anjo lindo" por quem se tinha apaixonado assim que se tinha sentado frente a ela... Ah! E à amiga da Maria, convidou-a para ela ser a criada deles à borla, que a Maria não merecia trabalhar mas ele também não lhe podia pagar! Mas não era motivo de preocupação, porque ELE deixava-a morar na casa... da Maria.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
História 1 - Agora chegou a vez da Carris...
Acho que tenho tendência para desenvolver relações com os tipos de transporte que utilizo... São mais de 1001 histórias e aventuras que guardo dos tempos que andava de comboio (naquela linha então, as personagens são hilariantes)! Mas agora que passei para o Metro e Carris, as histórias começam a surgir (bom... o Metro ainda não me guardou nada... Pode ser que seja a excepção transportadeira da minha vida)! Ontem (mas só ontem e exclusivamente ontem) estava cheia de sono de manhã, diria que estava quase a poder dizer literalmente que dormia acordada... Estou eu na paragem, de costas para a estrada (porquê? não sei!), oiço um autocarro atrás de mim, vejo um homem a entrar, olho para o número e... Oh Jizas! Não sei o que me deu, mas só pensei "Mas o que estou aqui a fazer?" e entrei já as portas estavam a fechar! Depois de entrar só me lembro de pensar "que número é este autocarro? E porque é que eu estou aqui?" E fui 2 paragens em luta constante enquanto me perguntava, primeiro qual era o número e depois, se podia ter apanhado aquela ou não... Claro que cheguei à conclusão que tinha que sair... Embora tivesse tido vontade de voltar a entrar uma vez que assim que me sentei na paragem fez-se luz e lembrei-me que eu podia ir ali dentro!!! Mas não! A minha (muita) vergonha impediu-me de voltar a entrar e lá fiquei eu minutos intermináveis à espera da próxima... :S
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Mulher de Branco
Informo em primeira mão, que desde o passado dia 1 de Julho, que sou a mais recente Futura Mulher de Branco... E mais não digo! eheheheh
Mas aposto que grandes novidades e peripécias vão acontecer nos próximos meses... Mas só começam em Setembro! :)
Mas aposto que grandes novidades e peripécias vão acontecer nos próximos meses... Mas só começam em Setembro! :)
quinta-feira, 3 de julho de 2008
O amor, o amor
Esta semana andei muito calminha, tão calma que até me irrito a mim mesma (a todos os que respondi mal... Não era nada pessoal! eheheh) uma vez que não vou muito à bola com calmarias c",
Penso que isso se deve ao atribulado, dançante, aventureiro e mau-comportado fim-de-semana que tive... A malta já não é nova! Passa um fds mais mexido e depois não gosta de ir para a cama cedo! Claro que isso depois tem as suas consequências!
Mas esta semana o meu inconsciente deve ter tirado a semana para pensar no Amor, relações, entregas e afins... Têm sido 4 dias a pensar em quem e no que não devo, situações que acontecem à nossa frente, músicas que fazem lembrar tempos passados, tempos que não voltam mais, tempos que queremos que nunca tivessem existido, tempos que agradecemos terem acabado mas que ainda assim nos fazem perguntar "será que?"...
Quem me conhece sabe que "eu não desconfio, simplesmente não confio"... E isso, cada vez mais, estende-se também ao Amor e às relações.
Que me perdoem os amantes, mas são muito poucas as relações em que acredito e muito menos as que digo que gostaria de alcançar tal estado relacional... Não que as minhas sejam exemplo para alguém - pelo contrário, são cada vez mais efémeras, passageiras e momentâneas - e sei que nada é perfeito (e ainda bem!), mas cada vez mais acredito que as relações e amores estão na "categoria" de elementos exteriores a nós, e como tal, só fazem sentido se forem uma mais valia para nós e para a nossa vida...
Os meus amores duram o tempo que durar o meu sorriso e mais um pouco... O tempo que levo a alcançar a plena e tranquila consciência final. E não é por isso que acho que elas são menos importantes que outras que duram mais... Cada pessoa e relação tem o seu valor e "finalidade" ou não? Não é por saber que um amigo/a ou um amante/companheiro não é mais que um parceiro de determinado momento ou fase da minha vida que tal significa que os trato sem valor ou importância... Muitas vezes é exactamente o contrário! Não costumamos nós aproveitar mais algo, quando sabemos que isso "já já vai acabar"?
Mas se a vida é feita de momentos e de fases, será que não é possível habituarmo-nos a eles e/ou tendermos a transformá-los num comportamento?
...
Ao contrário de uns Tribalistas que para aqui haviam, eu já não sei namorar, já não sei o que é fazer uma vida tendo sempre aquela pessoa que temos (temos?) que inserir, partilhar ou pelo menos avisar do que fazemos, sentir aquela vontade, necessidade ou mesmo desejo de tê-la sempre connosco...
Mas será que isso é mau? Estaria a mentir se dissesse que às vezes não sinto falta de partilhar e viver com alguém, mas faço-o com uma ou outra pessoa que me são queridas... A verdade, é que eu gosto do sentimento de ter a minha liberdade em tudo e com todos, gosto de (e acho que sei) viver em conjunto com uma ou várias pessoas, mas a verdade é que cada vez mais sou individualista...
E esta semana percebi isso mesmo: cada vez tenho mais necessidade de, não viver para e com os outros (embora continue a dizer que não gosto - e a maioria nem consigo - de fazer nada sozinha), mas sim contar comigo, de confiar e de me encontrar em mim... Chegar ao fim do dia e dizer que sim, foi mais um dia em que vivi bem comigo e me amei.
Talvez seja este o amor mais sincero e duradouro que o ser humano pode alcançar... Talvez não... Mas eu continuo adepta da velha máxima "Se eu não gostar de mim, quem gostará?"... E lá está, embora ainda não tenha percebido o porquê, a verdade mais normal é que quando encontramos alguém a nosso lado, passamos a viver a vida dessa pessoa e não a nossa, a fazer o que a outra quer e lhe interessa e não o que nós queremos e que nos é importante... No fundo, não será a gostar mais do Outro que do Eu?
É isto o Amor? Será verdade os velhos sonetos que diziam que o Amor é amar alguém mais do que a nós próprios?
Uma coisa é certa, o Amor é provavelmente dos conceitos mais abstractos, pessoais e mutáveis de sempre e para sempre! Talvez sejam essas as condições para ainda ser o que é... Ou o que fazem Dele...
Penso que isso se deve ao atribulado, dançante, aventureiro e mau-comportado fim-de-semana que tive... A malta já não é nova! Passa um fds mais mexido e depois não gosta de ir para a cama cedo! Claro que isso depois tem as suas consequências!
Mas esta semana o meu inconsciente deve ter tirado a semana para pensar no Amor, relações, entregas e afins... Têm sido 4 dias a pensar em quem e no que não devo, situações que acontecem à nossa frente, músicas que fazem lembrar tempos passados, tempos que não voltam mais, tempos que queremos que nunca tivessem existido, tempos que agradecemos terem acabado mas que ainda assim nos fazem perguntar "será que?"...
Quem me conhece sabe que "eu não desconfio, simplesmente não confio"... E isso, cada vez mais, estende-se também ao Amor e às relações.
Que me perdoem os amantes, mas são muito poucas as relações em que acredito e muito menos as que digo que gostaria de alcançar tal estado relacional... Não que as minhas sejam exemplo para alguém - pelo contrário, são cada vez mais efémeras, passageiras e momentâneas - e sei que nada é perfeito (e ainda bem!), mas cada vez mais acredito que as relações e amores estão na "categoria" de elementos exteriores a nós, e como tal, só fazem sentido se forem uma mais valia para nós e para a nossa vida...
Os meus amores duram o tempo que durar o meu sorriso e mais um pouco... O tempo que levo a alcançar a plena e tranquila consciência final. E não é por isso que acho que elas são menos importantes que outras que duram mais... Cada pessoa e relação tem o seu valor e "finalidade" ou não? Não é por saber que um amigo/a ou um amante/companheiro não é mais que um parceiro de determinado momento ou fase da minha vida que tal significa que os trato sem valor ou importância... Muitas vezes é exactamente o contrário! Não costumamos nós aproveitar mais algo, quando sabemos que isso "já já vai acabar"?
Mas se a vida é feita de momentos e de fases, será que não é possível habituarmo-nos a eles e/ou tendermos a transformá-los num comportamento?
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Ao contrário de uns Tribalistas que para aqui haviam, eu já não sei namorar, já não sei o que é fazer uma vida tendo sempre aquela pessoa que temos (temos?) que inserir, partilhar ou pelo menos avisar do que fazemos, sentir aquela vontade, necessidade ou mesmo desejo de tê-la sempre connosco...
Mas será que isso é mau? Estaria a mentir se dissesse que às vezes não sinto falta de partilhar e viver com alguém, mas faço-o com uma ou outra pessoa que me são queridas... A verdade, é que eu gosto do sentimento de ter a minha liberdade em tudo e com todos, gosto de (e acho que sei) viver em conjunto com uma ou várias pessoas, mas a verdade é que cada vez mais sou individualista...
E esta semana percebi isso mesmo: cada vez tenho mais necessidade de, não viver para e com os outros (embora continue a dizer que não gosto - e a maioria nem consigo - de fazer nada sozinha), mas sim contar comigo, de confiar e de me encontrar em mim... Chegar ao fim do dia e dizer que sim, foi mais um dia em que vivi bem comigo e me amei.
Talvez seja este o amor mais sincero e duradouro que o ser humano pode alcançar... Talvez não... Mas eu continuo adepta da velha máxima "Se eu não gostar de mim, quem gostará?"... E lá está, embora ainda não tenha percebido o porquê, a verdade mais normal é que quando encontramos alguém a nosso lado, passamos a viver a vida dessa pessoa e não a nossa, a fazer o que a outra quer e lhe interessa e não o que nós queremos e que nos é importante... No fundo, não será a gostar mais do Outro que do Eu?
É isto o Amor? Será verdade os velhos sonetos que diziam que o Amor é amar alguém mais do que a nós próprios?
Uma coisa é certa, o Amor é provavelmente dos conceitos mais abstractos, pessoais e mutáveis de sempre e para sempre! Talvez sejam essas as condições para ainda ser o que é... Ou o que fazem Dele...
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