segunda-feira, 30 de junho de 2008

Festinhas? Claro que dou.

Hoje descobri que, enquanto trabalhar neste belo local, não posso voltar a dizer que não tenho a quem dar festinhas!
É que o meu computador é um ser altamente carente e precisa muito dos meus pensamentos (não posso falar, senão a minha colega pensa que sou doida! Enganava-se tanto, coitada!) carinhosos, já que volta e meia, decide bloquear-me o meu Salvador e-buddy, e lá tenho eu que andar em pensamentos meiguinhos – a roçar a piedade ao fim de 3 minutos – e festinhas disfarçadas no teclado!
Mas como ser masculino que é (é?), ele é exigente e mimado e tudo isto às vezes não chega e pura e simplesmente desliga-se e recusa-se a ligar… Então, lá tenho eu que tirar a “roupa” ao menino e fazer-lhe umas festinhas nos seus circuitos! Eu juro que não faço mais nada e logo depois ele está pronto a bombar o resto do dia e a agradar-me!!!
É ou não é um bom menino?

*Qualquer semelhança com a quase totalidade dos seres masculinos existentes é pura e simplesmente coincidência!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Antes ratos nos canos!

De manhã, as rádios costumam ter para lá um pessoal a dizer umas parvoíces e a contar umas histórias…
Hoje ouvi uma que preferia não ter ouvido: na Austrália (acho eu!), uma pequenina piton de cabeça preta de 2 metros deve ter tentado perceber como era viver num apartamento! Isto porque se enfiou na canalização de um prédio e só saiu na WC de um 10º andar!
Chamem-me sexista (sim, sexista! Nunca feminista ou machista!) mas eu pensei logo “Oh Deus porque és tão cruel connosco e nos puseste a m**** sentadas…” depois fiquei mais descansada... Eu moro perto do chão!

P.S. – Nunca mais me queixo dos meus vizinhos… Se bem que, há uns quantos que já saiam de lá…

Oh tempo... Anda p'á frente!!!

Sabem aquela sensação que temos quando estamos constantemente a olhar para o relógio e depois ficamos a pensar “Eu não acredito! O relógio estragou-se!”?
Eu tenho essa sensação 5 dias por semana, 7 horas por dia… Acreditem, não é um sentimento bonito!
E hoje eu estou mesmo farta de estar aqui, fartíssima de olhar para o relógio e fartérrima de rezar ao Deus do Tempo para este passar mais depressa…
Ainda me vai valendo uma nova amiga que arranjei hoje… Ao que parece, uma espécie de funcionária pública como eu! Avizinham-se grandes conversas… Pode ser que assim resista à vontade de cortar os pulsos!

Ai… Nunca mais são 18 horas…

Lavagem de carros

Quem me conhece, sabe como eu sou distraída e com uma grande tendência a fazer o que está errado ou que, pelo menos, não é suposto fazer à partida (mas à Nãosesa sim!)…
Pois bem, ontem decidi ir pôr gasolina e lavar o carro (yaaaaa!!! Eu sei que parece mentira, mas eu fui pôr o carro a lavar, ou seja, agora só para o ano é que ele é lavado! Que grande média não?)… Dirijo-me à Brandoa e estão as bombas todas cheias e com direito a pessoal à espera! Vai a bela da Nãosesa para a bomba de ViaVerde, isto porque – e antes que comecem já a gozar – tinha lá um cartaz onde dizia que tinha outros modos de pagamento…
Claro, eu saí toda confiante e gota… Pfff… Não há gota! Mesmo assim não me deixei ficar! Vou buscar a carteira e dirijo-me àquele nobre estabelecimento onde o Senhor me diz (com aquele olhar n.º 301 – “:S Mulheres!”) “A bomba n.º 4 é exclusiva a ViaVerde”… Eu não me deixei ficar! Qual quê?! “Lá diz que tem outros métodos de pagamento!!! Mas sendo assim, dê-me só uma lavagem para o carro… A básica faz’favor”.
Acham que fui para a frente, sair da bomba, meter-me na rotunda e voltar a entrar na bomba? Qual quê?! Toca a fazer marcha atrás na bomba toda e ali umas manobras porque a entrada da lavagem tinha um separador e não me apercebi :S
Acham que isto foi o pior que me aconteceu? Nãããã! Como já me vou conhecendo (pudera! Ao fim de 24 anos já é tempo de conhecer qualquer coisa), enquanto esperei que o carro da frente fosse bem tratado, tive o tempo todo a ler as “instruções”… Eu sei que é triste, mas é verdade! E pior, a cada item que lia, olhava pá frente e pensava “com a pontaria que tenho, não vou conseguir acertar com a roda no “tapete”… Aquilo é minúsculo!”…
Bom, eu consegui acertar isso… Mas fiz a lavagem toda a rezar para aquilo acabar depressa e com o coração quase a sair pela boca uma data de vezes (sempre que havia algum barulho… Hã? Pois, é sempre)… Tudo isto porque não me consegui lembrar (e logicamente tive vergonha de perguntar) se o carro era para desligar ou não!
Eu escolhi fazer com ele ligado… Pelo sim, pelo não, se fosse preciso fugir, meio trabalho já estava feito, o resto era só destruir o secador gigante de forma a poder passar…
Ah! Quanto à gasolina, fui meter à Amadora… É que quando saí da loja, ainda estavam os homens todos que tinham olhado para mim de lado por lhes ter passado à frente! hihihihi

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Voltei!!!

Pois é meus amigos (ou devo dizer amiga? É que acho que só eu mesma é que venho aqui... E raramente)... Estou de regresso!!!
Como boa nãosesa que sou, sou de extremos! E nesta precisa fase, encontro-me bastante bem-humorada e com umas grandes piadas (vulgarmente chamadas por parvas! :S cortes!)... Pelo que decidi vir para aqui desabafar...
Pronto, eu confesso! Eu sou uma espécie de funcionária pública (sim, nem isso sou verdadeiramente) e tenho grandes pausas forçadas! Não porque eu queira claro! Porque eu até gosto bastante de trabalhar, principalmente se me pagarem para tal... Mas aquilo agora anda calminho e prontos lá ando eu a anhar e a chatear o pessoal no msn (entenda-se implorar ou chantageá-los para falarem comigo), que já insiste em pouco me ligar… Como tal, virei-me para aqui!

E foi assim que nasceu um grande blog… Ou não…

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Palavra ou Silêncio?

Qual é o poder da Palavra? E qual é o poder da ausência da Palavra? O que é a Palavra?

Palavra - do Lat. parabola <>parabolé, alegoria, parábola

s. f., som ou conjunto de sons articulados com uma significação; termo; vocábulo; o dom da fala; elocução; afirmação; ensinamento; doutrina; promessa verbal; concessão para falar; que não escrito.

in www.priberam.pt

Se as palavras que dizemos não são mais do que conjugações de sons articulados com uma significação (significação essa que pode variar de sujeito para sujeito... Mas isso daria matéria para outro post), porque razão damos uma importância tão grande ao que dizemos e, principalmente o que os outros nos dizem a nós?
Há ainda aquela teoria (que eu tanto ouço graças aos meus olhos expressivos - pelo menos é o que dizem! eheheh) que diz que 80 ou 90% da nossa comunicação é feita através do nosso corpo e não das nossas palavras.

Ok, mudemos então de perspectiva... O importante não é a Palavra! Esta não é senão um som proveniente da nossa boca, supostamente, depois de ter sido pensada e raciocinada pelo nosso cérebro. O importante é a nossa linguagem não verbal, e não é aquela que pensamos tal como pensamos a Palavra, não é aquele sorriso falsamente espantado ou o cruzar de pernas na hora certa e da forma exacta... É a linguagem que o nosso corpo emana ao próximo, muitas vezes, sem o próprio ter consciência dela... Muitas vezes nem o próximo tem consciência do que lhe foi fisicamente dito!
Bom, esta não poderá então ser a forma mais eficaz ou poderosa.

Como nãosesa que sou, mudemos mais uma vez de perspectiva. Não será o Silêncio a forma mais poderosa? Um Silêncio absoluto não diz nada, é desprovido de palavras, de actos... Para o próximo o Silêncio é nada... Mas como um nada pode ser tão forte! O que é o Silêncio de um olhar apaixonado? Ou o de uma filha quando a mãe só lhe pede para explicar porque chora? O Silêncio ao vermos os primeiros passos de uma criança? Ou o de um médico numa sala de espera de hospital?

Será que não damos demasiada importância à Palavra? Esta até pode ser apenas fruto do calor do momento... Ou do frio do mesmo. Pode até ser falsa e mentirosa...

Um Silêncio é sempre mais sincero. Ninguém fica em Silêncio se assim não quiser (nos dias de hoje só não comunica quem não pode por alguma limitação física, ou estarei enganada?!?). Ora, então, um Silêncio tem de ser sempre mais verdadeiro e simultaneamente mais racional...
Deve ser por isso que o Silêncio é mais gratificante que uma Palavra calorosa e mais doloroso que qualquer Palavra brusca... Será que depois de pensar nisto, a frase "para dizeres isso mais valia estares calado" não ganha outro sentido?

Para mim ganhou... Mas se calhar temos que passar pela situação estranha de preferir ouvir o que não gostávamos de ouvir, a não ouvir nada...

Por vezes, dava-se tudo por uma Palavra... Mas uma imagem vale mais do que mil palavras (mil é mais do que uma)... No entanto um Silêncio pode dizer tudo (e tudo é mais do que mil)!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Principezices...

Não sei se é por ter andado a ler os blogs do meu Ed se quê (sim, porque em dois dias eu li os seus 2 blogs), mas voltei a sentir vontade de escrever...
Não que isto seja habitual em mim ou de muita dura. Aliás, quem me conhece sabe bem que eu não tenho propriamente o dom das palavras... pelo contrário diria mesmo... mas deu-me e pronto! E quando alguma coisa se me dá, o melhor mesmo é não me contrariarem, e contra mim falo e de grande vexame me encho ao dizê-lo.
Hoje à vinda para o emprego (sim, porque até agora eu tenho literalmente um emprego, e dos bons! Pelo menos para a maioria... Aquela que diz com o orgulho a sair-lhe de todos os seus poros "eu sou (como) funcionário público! Pagam-me para eu não fazer nada"... Ora, meus amigos, quem me conhece, sabe que eu gosto de fazer parte das minorias! Ou melhor, eu gosto é de me distanciar das maiorias, sem que isso signifique necessariamente ser de uma minoria. Como costumo dizer, eu gosto é de ser "especial", percebes o que digo? Se respondeste sim, cuidado! Isso significa que me conheces minimamente, como tal, que passsas tempo comigo. Advirto que isso pode não ser saudável para a tua saúde e bem-estar)...
Continuando ou recapitulando, hoje à vinda para o emprego, tive um pequeno atrofio telepático com uma miúda (dos seus 15/16 anos. Se calhar nem isso, já que agora acho que elas já nascem todas com maquilhagem e unhas de gel e afins) que teimava em olhar para mim e rir-se... Como infelizmente sou perspicaz (oh Jizas! Nunca em outra altura fez tanto sentido eu dizer esta minha habitual frase), ao primeiro olhar percebi que o motivo de tanta alegria e reboliço por parte daquela menina era apenas o livro que comecei hoje a ler. O que não me espantou, pois já sabia que iria ser alvo de olhares de soslaio por parte dos demais... Mas nunca pensei foi que desse para rir tanto...
Limitei-me a sorrir-lhe e mentalmente dei-lhe a minha resposta (espero pelo menos que ela tenha percebido, através do meu olhar de desprezo e indiferença pela criancice do seu comportamento, o bem-estar que sentia comigo mesma e com a minha última escolha literária) que acabou com um pensamento profundo: "Mas tudo são opiniões. E a opinião, para muitos, é como a virgindade... Quem a tem só deseja dá-la ao próximo", pensamento tão profundo que me impediu de controlar um riso silencioso mas rasgado ao olhar para ela...
Mas fora essa profundeza do meu ser, não percebo porque razão existe esse preconceito tão grande em relação a essa grande obra O Principezinho... Ok, eu sei que é um livro habitualmente tido para crianças, mas também todos sabem (??) que é assumido como uma das grandes obras de literatura (chamemos-lhe escrita, para não ferir mais susceptibilidades)! E quantas e quantas vezes não ouvimos citações ou comentários deste livro?
Ao diálogo das amigas à saída do autocarro "-olha-me aquela a ler O Principezinho!!! -Hã? O quê? Não é nada! Aaaahhhh! Não posso! Com aquela idade!" eu respondo... Sim, leio O Principezinho com quase 24 anos, sem vergonha (já que não o "vesti" com uma folha, como tanta gente faz... Sempre me perguntei porquê) e de mente suficientemente aberta para aprender com um livro para miúdos... E assim fiquei a sorrir enquanto elas se riam...
"Então julga-te a ti próprio - respondeu o rei - É o mais difícil de tudo. É bem mais difícil julgarmo-nos a nós próprios do que aos outros. Se te conseguires julgar a ti próprio, és um sábio dos autênticos."
*E ainda só vou no início do livro das lições...

Beijinhos do Principado Não Sei