domingo, 24 de janeiro de 2010
Um dia...
Um dia agarro numa mochila e fujo para o Cambodja!
Hoje apetecia-me que fosse o dia...
Quero fugir e esconder-me até eu me esquecer de mim... E depois volto
Hoje apetecia-me que fosse o dia...
Quero fugir e esconder-me até eu me esquecer de mim... E depois volto
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Amor e Sexo - Rita Lee
“Amor é um livro, Sexo é esporte
Sexo é escolha, Amor é sorte
Amor é pensamento, teorema
Amor é novela, Sexo é cinema
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa, Sexo é poesia
Amor nos torna patéticos, o Sexo é uma selva de epiléptico
Amor é cristão, Sexo é pagão,
Amor é latifúndio, Sexo é invasão
Amor é divino, Sexo é animal
Amor é bossa nova, Sexo é Carnaval
Amor é para sempre, Sexo também
Sexo é do bom, Amor é do bem
Amor sem Sexo é amizade, Sexo sem Amor é vontade,
Amor é um, Sexo é dois
Sexo antes, Amor depois
Sexo vem dos outros e vai embora, Amor vem de nós e demora
Amor é cristão, Sexo é pagão
Amor é latifúndio, Sexo é invasão
Amor é divino, Sexo é animal
Amor é bossa nova, Sexo é Carnaval
Amor é isso, Sexo é aquilo, e coisa e tal, e tal e coisa,
Ai o Amor
Huuum o Sexo
Ahhh"
A vida é feita de dualidades... No mínimo! O ideal muitas vezes é juntar essas dualidades...
Mas como não posso mesclar o não misturável, vou vivendo assim... A bater com a cabeça nas paredes, ora pensando uma coisa agora e outra... Agora também! E a querer uma, e a outra também... E a não querer nenhuma... Também.
Sexo é escolha, Amor é sorte
Amor é pensamento, teorema
Amor é novela, Sexo é cinema
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa, Sexo é poesia
Amor nos torna patéticos, o Sexo é uma selva de epiléptico
Amor é cristão, Sexo é pagão,
Amor é latifúndio, Sexo é invasão
Amor é divino, Sexo é animal
Amor é bossa nova, Sexo é Carnaval
Amor é para sempre, Sexo também
Sexo é do bom, Amor é do bem
Amor sem Sexo é amizade, Sexo sem Amor é vontade,
Amor é um, Sexo é dois
Sexo antes, Amor depois
Sexo vem dos outros e vai embora, Amor vem de nós e demora
Amor é cristão, Sexo é pagão
Amor é latifúndio, Sexo é invasão
Amor é divino, Sexo é animal
Amor é bossa nova, Sexo é Carnaval
Amor é isso, Sexo é aquilo, e coisa e tal, e tal e coisa,
Ai o Amor
Huuum o Sexo
Ahhh"
A vida é feita de dualidades... No mínimo! O ideal muitas vezes é juntar essas dualidades...
Mas como não posso mesclar o não misturável, vou vivendo assim... A bater com a cabeça nas paredes, ora pensando uma coisa agora e outra... Agora também! E a querer uma, e a outra também... E a não querer nenhuma... Também.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Tudo se baseia no amor...
"Cara - Não percebes?! Não há nada na minha vida que faça sentido! Não tenho nada a que me agarrar! Nada que me faça levantar de manhã a acreditar que tudo se vai resolver...
Coroa - Tens que ter calma... Foi o que te disse, nem todos os dias podem ser bons! Hoje é mau, que seja! Mas não te entregues a isso! Tens sempre que acreditar que amanhã vai ser melhor!
- Pois... Se ao menos tivesse alguém! Alguém a quem dar carinho e atenção, alguém com que me preocupar e para quem me esforçava...
- Desculpa, mas agora não concordo mesmo! Não podes querer resolver os teus problemas através de outra pessoa! E muito menos podes colocar a tua felicidade nas mãos de outra pessoa! Não é justo nem para ti nem para a outra pessoa...
- Não é nada disso! Tu não percebes! Eu não ia colocar nela a minha felicidade, mas ia ter uma razão para me agarrar e não desistir! E não continuar a deixar-me estar neste estado depressivo! E não era necessário ser o amor por outra pessoa, podia ser o amor familiar, o amor no trabalho, o amor com os amigos... O amor é sempre o amor! Tu não percebes? Tudo na vida se baseia no amor...
- Pois... Agora estou a perceber o que queres dizer...
- Percebes? A base da vida é o amor! Tudo é amor! E eu nem amor tenho!"
Cara ou Coroa? Todos nós podemos ser a Cara e a Coroa da mesma moeda.
Coroa - Tens que ter calma... Foi o que te disse, nem todos os dias podem ser bons! Hoje é mau, que seja! Mas não te entregues a isso! Tens sempre que acreditar que amanhã vai ser melhor!
- Pois... Se ao menos tivesse alguém! Alguém a quem dar carinho e atenção, alguém com que me preocupar e para quem me esforçava...
- Desculpa, mas agora não concordo mesmo! Não podes querer resolver os teus problemas através de outra pessoa! E muito menos podes colocar a tua felicidade nas mãos de outra pessoa! Não é justo nem para ti nem para a outra pessoa...
- Não é nada disso! Tu não percebes! Eu não ia colocar nela a minha felicidade, mas ia ter uma razão para me agarrar e não desistir! E não continuar a deixar-me estar neste estado depressivo! E não era necessário ser o amor por outra pessoa, podia ser o amor familiar, o amor no trabalho, o amor com os amigos... O amor é sempre o amor! Tu não percebes? Tudo na vida se baseia no amor...
- Pois... Agora estou a perceber o que queres dizer...
- Percebes? A base da vida é o amor! Tudo é amor! E eu nem amor tenho!"
Cara ou Coroa? Todos nós podemos ser a Cara e a Coroa da mesma moeda.
domingo, 10 de janeiro de 2010
"Eu não desconfio... Simplesmente não confio."
Quem me conhece sabe que esta é daquelas frases que me saíram em algum momento de inspiração profunda... A inspiração foi-se, como sempre! Mas a frase ficou!
Porque faz sentido.
Porque é assim.
Porque eu sou assim.
Eu sei que a culpa de não acreditar nas pessoas é minha.
Eu sei.
Porque sou daquelas pessoas que acredita e defende que cada pessoa é responsável pelos seus próprios actos... Mesmo quando envolve outras pessoas, pois somos nós que decidimos o nosso comportamento final.
E eu decidi que tu não serias uma raríssima excepção a uma das minhas principais barreiras, é certo! Mas tu também não fazes por transpô-la, ou estarei errada?
É possível..
É natural em mim...
É um estado.
Não, é um tipo.
Um estado "está", um tipo "é".
Eu nunca confiei em ti a 100%, é certo, mas acreditei algumas vezes e, em certa medida, houve momentos em que confiei... Um bocadinho, mas confiei.
Mas agora não consigo, Eu esforço-me, podes pensar que não, mas eu esforço-me. Mas não consigo e tu nada fazes para que as coisas mudem.
"O verdadeiro amor mantém-se nas horas más" - não era esta a frase, mas era a ideia.
"Vê-se que um casal se ama quando conseguem rir juntos" - continua a não ser frase, mas a ideia também está lá...
Tu tiveste em várias horas más! Nas minhas solitárias horas más e que só a mim me dizem respeito.
Na nossa primeira hora má, fugiste.
Na nossa segunda hora má, revoltaste-te através de uma boca brejeira.
Na nossa terceira hora má, magoaste-me através da tua indiferença, palavras rudes e insultos baratos (aí abri-te uma excepção! Devias ficar contente! Eu acredito nas tuas palavras. Pareceram-me todas muito mais verdadeiras do que as milhares palavras afloreadas que me disseste até então).
Na primeira voltaste.
Na segunda fizeste até te esforçaste para que eu te desculpasse.
Na terceira pouco ou nada fizeste - Aquele pedido de desculpas continua a não contar. Porque "desculpa" é dito quando é sentido, e não porque "é o que a outra pessoa quer ouvir ou está à espera que se diga".
Mas não consigo deixar de achar curioso como tu te esforças sempre tanto por me cativar, fazer bem, animar e tentar enamorar-me e casar-me... Mas tão pouco para mudar as coisas quando estas mudaram para o lado negativo.
Não digas que não sabes como me dizer coisas! Não te preocupes com isso! Não tens que dizer nada!
Tu não me amas. Eu não te amo.
Tu não te ris comigo. Eu já não rio contigo.
Vês como a vida é simples? Vemos um mix de filme romântico/acção/comédia e obtemos as nossas respostas.
Eu vou continuar a não desconfiar de ti. E vou, simplesmente, continuar a simplesmente não confiar nas tuas palavras.
Não as digas.
Por favor.
Estou cansada. E tu, por certo que estás cansado de dizê-las.
Porque faz sentido.
Porque é assim.
Porque eu sou assim.
Eu sei que a culpa de não acreditar nas pessoas é minha.
Eu sei.
Porque sou daquelas pessoas que acredita e defende que cada pessoa é responsável pelos seus próprios actos... Mesmo quando envolve outras pessoas, pois somos nós que decidimos o nosso comportamento final.
E eu decidi que tu não serias uma raríssima excepção a uma das minhas principais barreiras, é certo! Mas tu também não fazes por transpô-la, ou estarei errada?
É possível..
É natural em mim...
É um estado.
Não, é um tipo.
Um estado "está", um tipo "é".
Eu nunca confiei em ti a 100%, é certo, mas acreditei algumas vezes e, em certa medida, houve momentos em que confiei... Um bocadinho, mas confiei.
Mas agora não consigo, Eu esforço-me, podes pensar que não, mas eu esforço-me. Mas não consigo e tu nada fazes para que as coisas mudem.
"O verdadeiro amor mantém-se nas horas más" - não era esta a frase, mas era a ideia.
"Vê-se que um casal se ama quando conseguem rir juntos" - continua a não ser frase, mas a ideia também está lá...
Tu tiveste em várias horas más! Nas minhas solitárias horas más e que só a mim me dizem respeito.
Na nossa primeira hora má, fugiste.
Na nossa segunda hora má, revoltaste-te através de uma boca brejeira.
Na nossa terceira hora má, magoaste-me através da tua indiferença, palavras rudes e insultos baratos (aí abri-te uma excepção! Devias ficar contente! Eu acredito nas tuas palavras. Pareceram-me todas muito mais verdadeiras do que as milhares palavras afloreadas que me disseste até então).
Na primeira voltaste.
Na segunda fizeste até te esforçaste para que eu te desculpasse.
Na terceira pouco ou nada fizeste - Aquele pedido de desculpas continua a não contar. Porque "desculpa" é dito quando é sentido, e não porque "é o que a outra pessoa quer ouvir ou está à espera que se diga".
Mas não consigo deixar de achar curioso como tu te esforças sempre tanto por me cativar, fazer bem, animar e tentar enamorar-me e casar-me... Mas tão pouco para mudar as coisas quando estas mudaram para o lado negativo.
Não digas que não sabes como me dizer coisas! Não te preocupes com isso! Não tens que dizer nada!
Tu não me amas. Eu não te amo.
Tu não te ris comigo. Eu já não rio contigo.
Vês como a vida é simples? Vemos um mix de filme romântico/acção/comédia e obtemos as nossas respostas.
Eu vou continuar a não desconfiar de ti. E vou, simplesmente, continuar a simplesmente não confiar nas tuas palavras.
Não as digas.
Por favor.
Estou cansada. E tu, por certo que estás cansado de dizê-las.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Renascer...
É mais um e, por certo, não será o último… Mas enquanto continuarem a existir os meus renascimentos, continuará a existir esperança.
Esperança de que esta noite não será a última.
Esperança de que a próxima manhã me vai trazer um sorriso no rosto.
Esperança de que esse sorriso se mantenha por mais do que breves segundos… E minutos… E horas…
No fundo, esperança de que um dia, o meu sorriso vai voltar a ser a minha marca… E não apenas a minha imagem de marca.
Porque eu vou voltar a sorrir…
Amanhã é um bom dia para sorrir!
E eu vou renascer e recomeçar… Tantas vezes quantas as necessárias!
Porque as cinzas matam… Mas as cinzas também renascem!
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Recomeçar
"Não importa onde você parou,em que momento da vida você cansou,o que importa é que sempre é possívele necessário "Recomeçar".
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo. É renovar as esperanças na vida e o mais importante: acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado.
Chorou muito? Foi limpeza da alma.
Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia.
Sentiu-se só por diversas vezes? É por que fechaste a porta até para os outros.
Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora.
Pois é! Agora é hora de iniciar, de pensar na luz, de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal um novo emprego? Uma nova profissão? Um corte de cabelo arrojado, diferente? Um novo curso, ou aquele velho desejo de apender a pintar, desenhar, dominar o computador, ou qualquer outra coisa?
Olha quanto desafio. Quanta coisa nova nesse mundãode meu Deus te esperando.
Tá se sentindo sozinho? Besteira! Tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento", tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza nem nós mesmos nos suportamos.
Ficamos horríveis.
O mau humor vai comendo nosso fígado, até a boca ficar amarga.
Recomeçar!
Hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar?
Ir alto.
Sonhe alto, queira o melhor do melhor, queira coisas boas para a vida.
Pensamentos assim trazem para nósaquilo que desejamos.
Se pensarmos pequeno,coisas pequenas teremos.
Já se desejarmos fortemente o melhore principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da Faxina Mental.
Joga fora tudo que te prende ao passado, ao mundinho de coisas tristes, fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens, e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados.
Jogue tudo fora.
Mas, principalmente,esvazie seu coração.
Fique pronto para a vida, para um novo amor.
Lembre-se somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes.
Afinal de contas,nós somos o "Amor"."
Paulo Roberto Gaefke
in http://amigosdofreud.blogspot.com/
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo. É renovar as esperanças na vida e o mais importante: acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado.
Chorou muito? Foi limpeza da alma.
Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia.
Sentiu-se só por diversas vezes? É por que fechaste a porta até para os outros.
Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora.
Pois é! Agora é hora de iniciar, de pensar na luz, de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal um novo emprego? Uma nova profissão? Um corte de cabelo arrojado, diferente? Um novo curso, ou aquele velho desejo de apender a pintar, desenhar, dominar o computador, ou qualquer outra coisa?
Olha quanto desafio. Quanta coisa nova nesse mundãode meu Deus te esperando.
Tá se sentindo sozinho? Besteira! Tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento", tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza nem nós mesmos nos suportamos.
Ficamos horríveis.
O mau humor vai comendo nosso fígado, até a boca ficar amarga.
Recomeçar!
Hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar?
Ir alto.
Sonhe alto, queira o melhor do melhor, queira coisas boas para a vida.
Pensamentos assim trazem para nósaquilo que desejamos.
Se pensarmos pequeno,coisas pequenas teremos.
Já se desejarmos fortemente o melhore principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da Faxina Mental.
Joga fora tudo que te prende ao passado, ao mundinho de coisas tristes, fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens, e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados.
Jogue tudo fora.
Mas, principalmente,esvazie seu coração.
Fique pronto para a vida, para um novo amor.
Lembre-se somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes.
Afinal de contas,nós somos o "Amor"."
Paulo Roberto Gaefke
in http://amigosdofreud.blogspot.com/
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Despedida
Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.
A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida… Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega.
Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.
É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’ propriamente dita.
É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra.
A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.
in http://livandluv.blogspot.com/2008/03/despedida.html
A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.
A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida… Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega.
Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.
É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’ propriamente dita.
É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra.
A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.
in http://livandluv.blogspot.com/2008/03/despedida.html
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